2 semanas atrás - por Yasmin Vitoria

A cidade do México está afundando de forma rápida e irreversível

Conforme estudo publicado no JGR Solid Earth, a Cidade do México afunda cerca de 50 centímetros por ano, e que não há esperança de reverter isso.

A Cidade foi construída sobre a cidade asteca de Tenochtitlan e o Lago Texcoco, com um sistema de lagos doce e água salgada.

Para impedir enchentes os astecas tinhas diques para separação de agua, eles foram construídos no período da invasão colonial espanhola, isso no ano 1500, um tempo depois os espanhóis drenaram lago, ficando somente com uma pequena seção.

Já nos anos 1900, a cidade começou a afundar a uma taxa de 9 centímetros por ano, na década de 1950 passou a ser cerca de 29 centímetros, com isso foi limitada, a quantidade de água que poderia ser retirada do solo para então desacelerar o naufrágio.

Agora, com o passar do tempo, com atuais 50 centímetros por ano, como já foi informado, conforme a equipe de investigadores a quantidade de água retirada não afeta mais o nível de subsidência.

Mas como isso aconteceu?

Como foi mostrado, foi acontecendo de forma gradativa, assim devido à retirada de água do solo onde foi construída A Cidade do México passou a afundar.

Isso aconteceu há mais de 100 anos, que o fato foi descoberto, esse tema não é novo, já a velocidade a que isto pode acontecer tornou-se muito rápida e muito alarmante.

Esse fenômeno que foi causado pela retirada de água subterrânea da região, a metrópole mexicana se compactou e assim causou inúmeros problemas de infraestrutura nos próximos anos.

Porque se tornou irreversível?

É possível notar uma característica incomum: Ao olhar o horizonte da Cidade do México: casas, edifícios e ruas não possuem uma perspectiva em que se possa traçar uma linha reta. A cidade é torta.

Assim, se torna irreversível. Em câmera lenta, e a cada ano, a Cidade do México ficada cada vez mais torta.

Depois do acontecimento desencadeou as mudanças físicas que deu início ao naufrágio da cidade. Assim, quando o sedimento do lago sob a Cidade do México estava mais úmido, as partículas de argila que o compunham estavam estabelecidas de maneira desorganizada.

Com o ressecamento do solo, e a pressão das construções, aconteceu o reposicionamento dos sedimentos que agora se compactou.

Mas a retirada de água subterrânea não é um problema apenas da Cidade do México. Na Indonésia, Jacarta, está afundando também, cerca de 25 centímetros por ano; no Vale de San Joaquin, na Califórnia, foi medido um afundamento de 8 metros.

Historicamente, o bombeamento dessa água subterrânea resolveu os problemas imediatos de comunidades e colônias, possibilitando a agricultura, mais a longo prazo, criou um desastre.

Já alguns de cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México, fizeram uma previsão, atribuindo o fenômeno à exploração do solo: a cidade extrai sua água de aquíferos, que vai ficando vazia e puxando o solo para baixo.

Como esse fenômeno não é uniforme, tende a causar desníveis problemáticos e pode ter outra consequência negativa: com a compactação do solo, os aquíferos comportarão cada vez.